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Estudos e Pesquisas

Entenda tudo sobre a Prancha de Equilíbrio

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Postura Corporal

Segundo LEHMUKUHL; SMITH (1989), a postura corporal é discutida como o movimento do corpo, a organização corporal para uma atividade específica, ou a maneira característica de uma pessoa sustentar o corpo e realizar atividades físicas, com menor gasto de energia. Postura e movimento estão interligados; o movimento pode começar com uma determinada postura e terminar com outra. As relações posturais dos segmentos corporais podem ser alteradas e controladas voluntariamente, controle este que é efêmero, pois exige concentração.
Para a manutenção de uma postura corporal, é preciso que haja equilíbrio, coordenação neuromuscular e adaptação ao meio no qual o indivíduo se encontra. Para isso, os sistemas vestibular, visual e proprioceptivo interagem entre si de maneira complexa. Em consequência, aparecem respostas posturais automáticas, que definem a interação entre estes sistemas de organização postural e o meio ambiente. Bankoff et al. (2006) afirmam que o controle postural não é só baseado em respostas reflexas, mas sim uma característica adaptável ao sistema motor.

A investigação sobre controle postural abrange o entendimento dos conceitos de equilíbrio e postura corporal. A orientação postural é explicada como a manutenção da posição dos segmentos corporais em relação aos próprios segmentos e ao meio ambiente, enquanto o equilíbrio postural refere-se às relações entre as forças queagem sobre o corpo, na busca de um equilíbrio corporal durante as ações motoras. (HORAK, MACPHERSON, 1996 apud
CAMPELO, 2003). 

Abaixo segue estudo mais aprofundado sobre o Equilíbrio Corporal e a Propriocepção

De acordo com Barela (2000), o equilíbrio é a capacidade de manter a posição do corpo sobre sua base de apoio, seja ela estacionária ou móvel. Refere-se equilíbrio estático o controle da oscilação postural na posição imóvel e equilíbrio dinâmico o movimento do corpo de uma maneira controlada.

Para que a manutenção do equilíbrio ocorra, os sistemas sensoriais devem agir de forma a conduzir informações específicas, relacionadas ao posicionamento do corpo no espaço, cabendo ao sistema nervoso central (SNC) organizá-las e controlar a postura corporal tanto estática quanto dinâmica. (Mccollum, Shupert, Nashner, 1996)

Ao receber as informações sensoriais, o SNC as processa no contexto das respostas previamente aprendidas e executa uma resposta de correção postural automática, que é orientada ou expressa por meio da resposta mecânica que se apoia. O processamento das informações sensoriais, associada à diminuição da condução nervosa, comuns no processo de envelhecimento, contribuem para o retardo das respostas posturais automáticas. Chandler (2002)

A propriocepção e a informação sensorial são fatores importantes para a manutenção do equilíbrio postural em condições normais e o treinamento proprioceptivo aumenta esses estímulos, permitindo melhor equilíbrio postural. (Carvalho, Pinto, Mota, 2006)

Estudos comprovam que indivíduos participantes de atividades multissensoriais com enfoque na estimulação proprioceptiva demonstraram maior estabilidade postural quando comparados a um grupo controle; porém, faz-se necessário que mais estudos sejam realizados a fim de estimular a utilização de protocolos no cotidiano dos fisioterapeutas com objetivos práticos, como prescrição de exercícios em toda a população idosa. (Hu, 1994; Rogers, Fernandez, Bohlken, 2001).

Todo comando motor inicia-se pelo reconhecimento da situação atual do corpo (posição e movimento) a partir da informação vinda desses receptores. A propriocepção dá ao sistema nervoso central a capacidade de monitorar o efeito de seus comandos, num mecanismo de retroalimentação, até que o movimento seja finalizado. Portanto, a propriocepção e o mecanismo de retroalimentação neuromuscular constituem um importante elemento de manutenção da estabilidade articular, controlados inicialmente pelo sistema nervoso central. Bertollucci (1999).

Para a compreensão dos fenômenos relacionados ao equilíbrio corporal, a Biomecânica utiliza os seguintes métodos experimentais: cinemetria, antropometria, dinamometria e eletromiografia, segundo Mochizuki e Amadio

(2003). Estes métodos, utilizados de forma combinada, permitem a modelagem do movimento e a compreensão dos mecanismos internos relacionados.

A Prancha de Equilíbrio

 

A prancha de equilíbrio é um instrumento largamente utilizado em procedimentos fisioterapêuticos, tanto na avaliação como no tratamento. É uma importante ferramenta para testes de verificação das estratégias posturais. Em crianças, durante as fases do desenvolvimento neuromotor; em adultos e idosos, como parte de um programa de treinamento sensório-motor, na ocorrência de lesões como entorse de tornozelo e lesões ligamentares e meniscais do joelho; em atletas, para prevenção e tratamento de lesões musculoesqueléticas. É possível estabelecer tarefas com diferentes graus de dificuldade sobre a prancha de equilíbrio. As pranchas de dimensões maiores apresentam relativa facilidade de permanência, enquanto as menores exigem maior controle motor. De acordo com o posicionamento do sujeito sobre a prancha, pode-se enfatizar a oscilação corporal ântero posterior ou látero-lateral. Nas fases iniciais do tratamento, podem ser disponibilizados recursos externos de apoio aos membros superiores, como as barras paralelas. Para aumentar o grau de dificuldade das atividades sobre a prancha, são solicitadas tarefas com menor base de apoio, como a permanência em apoio unipodal, olhos vendados e/ou a realização de tarefas simultâneas, como por exemplo, segurar um objeto enquanto se equilibra (LEPORACE, METSAVAHT, SPOSITO, 2009; HEBERT et al., 2008; KISNER, COLBY, 2002).

 

Fonte: http://www.wobbel.eu

Kisner e Colby (2002) recomendam a utilização da prancha de equilíbrio para indivíduos que apresentam déficits na manutenção do equilíbrio corporal. Previamente a esta prática, é imprescindível que o fisioterapeuta realize uma avaliação e verifique a presença de alguma contra-indicação para o seu emprego no tratamento.

 

Entrevista com Marcos Augusto da Costa Vitullo: Fisioterapeuta formado na UNIP, pós-graduado em fisiologia do exercício pela UNIFESP e medicina tradicional Chinesa e acupuntura pela CBFisio.

data: 19/05/2017

duração: 22:00 minutos

Resumo da entrevista sobre a prancha de equilíbrio e o impacto no sistema biomecânico:

- Seria interessante explorar os movimentos de eixo em 360° sobre a prancha para maior impacto no equilíbrio corporal.

- São trabalhadas as musculaturas dos pés, tornozelos, joelhos e CORE (quadril e abdômen).

- A prancha de equilíbrio fortalece o “centro de gravidade” do corpo. Muito eficiente no treinamento com atletas em geral.

- Desenvolvimento da propriocepção e o reflexo muscular, a agilidade e velocidade de reação corporal.

- Exercícios que “tiram o equilíbrio” força os neuroreceptores conectados nas articulações a trabalhar com mais intensidade.

- Indicado como fisioterapia pós lesão, pós cirúrgico e para problemas na coluna.

 

Parecer técnico e científico de André Nogueira Ferraz: - Fisioterapeuta, Mestrando em Ciências da Reabilitação pela Universidade Nove de Julho, especialista em Fisioterapia Músculo Esquelética pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Formado pelo Centro Universitário São Camilo em 2011.

data: 30/10/2017

duração: 17:43 minutos

Resumo da análise por André a respeito do protótipo de prancha de equilíbrio modelo Flex:

- O equipamento se enquadra em uma parte avançada de um processo de reabilitação ou de preparação física.

- Esta prancha permite o trabalho do movimento látero-lateral como o ântero-posterior do corpo.

- Permite um desenvolvimento avançado do sistema somatossensorial.

- É possível utilizar o equipamento com crianças, jovens, adultos e idosos que possuam preparo adequado para a atividade.

- Equipamento fundamental para treinamento e reabilitação de atletas de qualquer modalidade.

- Indicado principalmente para o treino preparatório e aquecimento de esportes com prancha.

 

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